O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o governador Alberto Goldman (PSDB) se comprometeram a investir em obras de infraestrutura no entorno do futuro estádio do Corinthians, em Itaquera, zona leste, cotado para receber a Copa do Mundo de 2014. Eles reafirmaram que é importante que a abertura do evento seja na capital paulista e também confirmaram a construção da nova arena. O anúncio oficial, no entanto, deverá ser feito apenas em 1.º de setembro, aniversário do clube.
"Diria que é um fato praticamente consumado a abertura da Copa em São Paulo, em Itaquera, em um estádio que será construído pelo Corinthians e para o Corinthians", afirmou Kassab durante a feira de cosméticos Beauty Fair, neste sábado. O prefeito disse que a abertura só não será na cidade se o clube não conseguir fazer o estádio.
"Agora existe uma definição. Existe uma soma de esforços, da Prefeitura, do governo do Estado, do governo Federal, da CBF, da Fifa e de um clube, que querem nesse local fazer o estádio da abertura. Dificilmente não dará certo. Existe a área e condições de acessibilidade muito grandes", relatou.
Embora tenha admitido que não conhece o projeto do novo estádio, Goldman confirmou que dará todo o apoio para viabilizar o transporte da população. "A questão mais delicada e mais cara, que é o transporte de massa, o metrô, nós já temos lá, que é a linha leste-oeste", disse o governador.
A expectativa de Kassab é que o novo estádio possa receber jogos em 2013. A arena prevista para ser construída dentro do futuro complexo de exposições de Pirituba, o Piritubão, na zona norte, não ficaria pronta até a Copa por conta do tempo da licitação, segundo Goldman.
Secretários da Prefeitura, do governo do Estado devem fazer uma vistoria na área de Itaquera onde o estádio será construído às 10h30 de segunda-feira, segundo Kassab. A comitiva deve ser acompanhada pelo presidente do Corinthians e fará uma reunião de trabalho.
O acordo foi fechado nesta sexta-feira, no Rio, durante encontro entre o governador de São Paulo, o prefeito da capital e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Na primeira etapa da obra, orçada em R$ 300 milhões e bancada pela construtora Odebrecht, a arena corintiana receberá 45 mil pessoas, mas o projeto ainda deverá passar por mudanças, uma vez que a Fifa exige pelo menos 70 mil lugares para a abertura do Mundial.
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